Nossa História
Quem poderia imaginar que, a partir de uma reunião para discutir a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio, de bens, serviços e turismo, nasceria uma das histórias mais importantes do país? A vida acontece com o Sesc há 80 anos.
Confira década a década os principais marcos da trajetória do Sesc em todo o Brasil.

A origem
Em 1945, entre 6 e 8 de maio, representantes de trabalhadores, empresários e lideranças de todo o Brasil se reuniram na 1ª Conferência de Classes Produtoras, Conclap, em Teresópolis (RJ). Mais de 900 delegados, vindos de 680 entidades, eram movidos pela pergunta: como construir um país mais justo? Nasce, assim, a Carta Econômica de Teresópolis.Este encontro também deu origem à Carta da Paz Social, publicada oito meses depois. O documento é considerado o marco de novas formas de promoção, pelas classes patronais, da assistência social e da qualificação dos trabalhadores dos setores.
“A Carta da Paz Social é um documento expressivo do espírito de solidariedade e deverá contribuir para harmonizar e pacificar o capital e o trabalho em nosso país.” João Daudt d’Oliveira, primeiro presidente da CNC, em ocasião do Conclap.
Dando continuidade aos trabalhos, em 30 de novembro de 1945, foi criada a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No ano seguinte (setembro, 1946), a CNC organizou seu próprio sistema de desenvolvimento social, criando o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), e, logo depois, o Serviço Social do Comércio (Sesc), com fundação em 13 de setembro.
Primeira unidade
Em 1949, é inaugurada a primeira unidade Sesc, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no Engenho de Dentro. Por lá eram realizadas ações voltadas à maternidade e à infância, além do enfrentamento à tuberculose, por meio dos programas Serviços Médicos, Proteção à Maternidade e Assistência à Infância.
Também foram inauguradas novas unidades e serviços em outras localidades do país: Sesc Bertioga, Restaurante do Comerciário (SP), Colônia de Férias de Garanhuns (PE).
Na esteira da expansão, começaram a ser instituídas sedes regionais, que se transformariam em nossos futuros Departamentos Regionais — entre elas, Alagoas, Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraná.



Primeiras atividades culturais
A década marca a consolidação da rede física do Sesc, com a abertura de centros de atividades voltados à Educação, Cultura, Recreação, Lazer e Saúde em diferentes estados.
Começam as primeiras atividades culturais, as práticas esportivas ganham força e a convivência coletiva passa a fazer parte do cotidiano dos comerciários, em dinâmicas como jogos entre comerciários, veraneio coletivo, o Teatro do comerciário (SP).
CURIOSIDADE: Entre os jovens que participam desses campeonatos, em São Paulo, está Pelé, ainda antes de se tornar um ícone mundial.
Educação e Saúde como prioridades
Em 1951, a Convenção Nacional dos Técnicos do Sesc, reunida em Bertioga, recomenda que a educação e a recreação sejam atividades prioritárias para os anos seguintes.
O cuidado com a vida segue também como uma das prioridades, com a ampliação do atendimento à maternidade e às gestantes. O ano de 1956 representou mais ponto crucial dessa jornada. Os Programas Serviços Médicos, Proteção à Maternidade e Assistência à Infância foram ampliados e o Sesc registrou 364 partos realizados em residências de famílias associadas. Já em 1957, mais de 12 mil crianças nasceram dentro dessa estrutura do Sesc.


Envelhecimento ativo e unidades móveis
A década começa com a oficialização e ampliação do Trabalho Social com Idosos em São Paulo, marco da nossa atuação reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), com foco em promover qualidade de vida, autonomia e bem-estar para pessoas idosas. Ao longo da década, o Trabalho Social com Pessoas Idosas é disseminado de forma sistemática e oficial em mais localidades.
Também proliferam novos espaços de esporte e convivência, com inauguração de ginásios e parques esportivos em todo o Brasil, ampliando ainda mais o acesso ao Lazer.
Surgem, nessa década, as primeiras unidades móveis.
Mais lazer para os comerciários
A atuação do Sesc em atividades coletivas de esporte, cultura e convivência segue em ampliação.
O Sesc investe em grandes centros de atividades e centros de turismo e lazer, com oferta de atividades de lazer e cultura, tais como Sesc Cabo Branco (PB), Sesc Cacupé (SC), Sesc Taguatinga (DF), Sesc Interlagos (SP) e Sesc Atalaia (SE).
De Norte a Sul, surgem hotéis e estâncias. Ginásios, piscinas e quadras passam a marcar a paisagem das nossas unidades. O turismo social se estabelece como uma das forças de atuação do Sesc.
O Sesc chega a novos territórios, como o Acre, e fortalece sua presença em estados como Alagoas e Rio de Janeiro, com iniciativas que unem esporte, recreação e cuidado com a vida.
Cultura
O Sesc se diferencia por seu trabalho cultural, com uma programação nacional, que difunde e valoriza a arte e a cultura alternativa produzida no Brasil. A cultura no Sesc assume a responsabilidade de utilizar as diversas linguagens como instrumento de transformação e preservação das tradições regionais.
O Sesc passa a investir mais diretamente em ações culturais nos segmentos de teatro, cinema, artes plásticas, música e literatura. Uma dessas iniciativas foi a criação do ArteSesc em 1981, que incentivou a produção artística local. Alguns outros exemplos são: A Feira do Livro (PR), Feira do Livro Infantil (AL), Festival de Cultura Popular (MG), Circuito Nacional de Teatro, entre outros.
Acontecem também edições do Festival MPB Sesc em Goiás, e o BloSesc, bloco carnavalesco que percorreu o centro de Aracaju, em Sergipe.
Também são expandidas as ações com pessoas idosas focadas nos aspectos corporais e de saúde, que seriam incrementadas, futuramente, década a década, para os âmbitos culturais e de turismo.
Nasce o Sesc Ciência, projeto que amplia possibilidades para a divulgação científica.

Grandes projetos nacionais
Prolifera a criação de grandes projetos nacionais: na Cultura, o Palco Giratório e Sonora Brasil. Na Saúde, o OdontoSesc. Na Educação, o Sesc Ler.
De olho no futuro
Surge a Estância Ecológica Sesc Pantanal, com o objetivo de promover a educação ambiental e a pesquisa científica.
O olhar para a Educação é expandido e nasce o Sesc Ler Amazônia, fortalecendo ações voltadas a crianças, jovens e adultos.
Mais atuação no interior dos estados
Cultura, recreação e formação passam a alcançar ainda mais pessoas, especialmente no interior do país e nas regiões com maior vulnerabilidade social.
Unidades se espalham pelo interior e surgem novas soluções móveis para chegar a lugares em que o acesso pode ser mais difícil.
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Mais acesso às atividades e serviços
O Sesc intensifica as ações gratuitas com a criação do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG), ampliando o acesso a direitos e oportunidades.
Em 2001, começa a circular em Pernambuco o BiblioSesc, programa itinerante de incentivo à leitura que promove a formação de leitores — espaços vivos, feito por pessoas que acreditam no poder da literatura.
Sesc no combate à fome
Em 2003, nasce o Sesc Mesa Brasil, que atua no combate à fome e ao desperdício e é hoje a maior rede privada de banco de alimentos da América Latina.
Também em 2003 é instituído o Prêmio Sesc de Literatura, que lança autores inéditos e incentiva a produção literária nacional.
Educação
Em 2004, é fundada a primeira escola de Ensino Médio da Rede Sesc de Educação, o Sesc Cidadania, em Goiás.
O compromisso com a educação se reafirma e o Sesc encerra a década com a construção Polo Educacional Sesc, no Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2008, a instituição abre suas portas e recebe jovens do Ensino Médio vindos de diferentes estados do país, incluindo o Rio de Janeiro, para estudar integralmente na nova instituição.
O Sesc Ler avança para o Nordeste.
Sustentabilidade, Cultura e Saúde
A área de Sustentabilidade é destaque com a criação da Política de Desenvolvimento Sustentável e o Ecos – Programa de Sustentabilidade CNC-Sesc-Senac. Acontece a criação da Política de Desenvolvimento Sustentável do Sesc. Assim, a sustentabilidade passa a orientar decisões e a ser transversal às ações do Sesc.
Um Polo voltado à Cultura
É inaugurado o Polo Sociocultural Sesc Paraty, espaço dedicado à convivência, à troca de saberes, à pesquisa e à preservação do patrimônio cultural da cidade histórica.
Unidades móveis
O cuidado amplia. As unidades móveis do Sesc Saúde Mulher chegam à maioria dos estados. O OdontoSesc é aprimorado para atender também pessoas com deficiência.
Reestruturação na pandemia
Os primeiros anos da década são marcados pela reconstrução e reinvenção do cotidiano. A pandemia de covid-19 atravessa o mundo, e é preciso encontrar um jeito possível de seguir.
Em meio à crise sanitária, o Sesc se reestrutura para continuar atendendo o público. Mesmo com as unidades fechadas, intensificou as atividades por meios digitais, como lives com apresentações artísticas, recursos para saúde mental, entre outras ações nas áreas de saúde, assistência social e sustentabilidade.
A tecnologia se consolida como ponte entre as pessoas — são lançados podcasts, cursos on-line, como a plataforma Sesc Digital, criada pelo Sesc São Paulo em 2020. O povo, assim como o Sesc, busca por sentidos mais coletivos.
Trabalho em rede
Em 2025, o Sesc inicia a Saúde Integral do Trabalhador e avança rumo ao lançamento do Sesc Empresas, uma plataforma de conexão digital com empresários e clientes.
Ainda em 2025, foi realizado o Congresso da Rede Sesc de Educação.
Desde 1946, foram emitidas mais de 168 milhões de credenciais, levando o Sesc a milhões de pessoas em todo o país.
O Sesc só cresce
O período ainda foi marcado pela abertura de novas unidades e ampliação
de espaços já existentes em diversos estados, proporcionando ainda mais
atividades aos nossos milhões de credenciados
A Semana S
Um dos principais destaques de 2025 foi a realização da primeira edição da Semana S
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, entre 11 a 18 de maio, com ações
simultâneas em todos os estados do Brasil.
